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O Brasil caminha a passos largos para se tornar um país de população predominantemente de idoso. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030 o número de idoso de 60 anos ou mais será superior ao grupo de crianças com até 14 anos. Apesar disso, o preconceito contra o idoso é visto com frequência em nossa sociedade.

De acordo com a geriatra do Lar de Idosos Gustavo Nordlund, é necessário neutralizar os estereótipos negativos relacionados à velhice e transmitir uma imagem de pessoa experiente, que colabora para a sociedade. “Para conseguirmos um envelhecimento com qualidade, precisamos olhar o processo como uma caminhada que será construída ao longo dos anos e de diferentes maneiras. Dessa forma, não existe um único fenótipo de idoso, não são todos doentes, não são todos que usam bengala e tem cabelo branco. A diversidade da sociedade se perpetua até o envelhecimento, entender este processo que é individual é fundamental para garantir um envelhecimento saudável e com qualidade, deixando de lado estereótipos e preconceitos sobre o idoso”, afirma.

Depois de viver de forma dedicada, principalmente aos filhos e netos, pontua essa fase da vida como o momento de receber o reconhecimento das gerações mais novas. “O idoso colabora com a sociedade com suas experiências, sabedorias e fortes princípios de família, respeito, gratidão e amor. A principal esfera de influência dos benefícios de contato com os idosos e suas colaborações é: no núcleo familiar e nas escolas. Ambos ambientes são naturalmente o elo entre as gerações.”

O contato entre diferentes gerações colabora para um envelhecimento com qualidade. Ajuda a compreender o processo de envelhecimento, aumenta a empatia entre jovens e idosos, cria harmonia e bem-estar dentro da família, fortalece vínculos e princípios familiares.
Além disso, as relações entre jovens e idosos trazem diversos benefícios para ambos. Para o idoso, esse laço proporciona uma elevação na autoestima afastando-o do isolamento, depressão e proporciona um sentimento de utilidade. Já para os jovens, diminui o risco de violência e agressividade e fortalece princípios de respeito, empatia e gratidão. A valorização da velhice e quebra de preconceitos, e as reflexões sobre o próprio processo de envelhecimento.

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